Lebre

Nome científico: Lepus europaeus

 Reino Animalia
 Filo Chordata
 Classe Mammalia
 Ordem Lagomorpha
 Família Leporidae
 Género Lepus
 Espécie Lepus europaeus

Distribuição:

As lebres podem ser encontradas em quase toda a Europa, na Ásia Ocidental e no Norte de África.
Em Portugal, a lebre encontra-se disseminada por todo o território, embora apareça com mais frequência na planície alentejana.

Características:

Para muitos, a lebre é apenas um coelho grande mas, de facto, trata-se de outra espécie com características muito próprias, entre elas: o seu tamanho, o tamanho das orelhas e a forma como corre sobre a erva alta, dado que possui umas patas posteriores bastante maiores que os coelhos bravos comuns (o que lhe permite adquirir velocidades na ordem dos 60 km por hora). Os olhos, posicionados lateralmente, possibilitam um campo de visão de quase 360º. Um excelente sentido do olfacto e umas orelhas compridas que possibilitam uma boa audição, permitem a localização a grande distância. A sua coloração, castanho esverdeado, faz parte da camuflagem necessária a animais que vivem em espaços abertos e que têm muitos predadores permanentes, entre eles o homem - a lebre é um dos animais mais procurados pelos caçadores em toda a Europa - mas também pelo lince, pela raposa e pelas aves de rapina.
A lebre pode atingir os 50 a 70 cm de comprimento, os 6 kg de peso e viver cerca de 10 anos.

Habitat:

As lebres vivem em grupos com 6 a 10 elementos, embora, quando se sentem ameaçados, os vários elementos do grupo sigam em direcções diferentes, de modo a despistar os perseguidores. Abriga-se em tocas pouco profundas já que conta com a sua coloração mimética para se dissimular na paisagem.
A sua fuga em «sprint» torna-a um alvo difícil para os caçadores e, para os cães, uma presa difícil de perseguir. A lebre é uma espécie que se encontra em alerta permanente, pelo que a sua aparição é rara, sendo encontrada pelos caçadores que conhecem os seus territórios favoritos e, fugazmente, por outras pessoas que trabalham ou passeiam nos campos.
Durante os últimos anos as lebres sofreram baixas importantes, devido à febre hemorrágica que se fez sentir, com particular intensidade na Península Ibérica, levando ao seu quase extermínio em algumas zonas. Esta espécie encontra-se protegida durante parte do ano, de forma a garantir a sua sobrevivência.

Alimentação:

As lebres alimentam-se, principalmente, de ervas que encontram no seu território de cereais que encontrem no seu território. Quando se alimentam passam quase despercebidas, já que baixam as orelhas horizontalmente sobre o dorso e mantém-se agachadas junto ao solo.

Reprodução:

As lebres procriam, em média, duas vezes por ano, o período de gestação é de 42 a 44 dias e a ninhada é constituída por uma ou duas crias (raramente três), com cerca de 100 g de peso. As crias  nascem de olhos abertos e com pêlo, sendo amamentadas até às três semanas. Alcançam o peso de adulto aproximadamente aos 150 dias. O macho atinge a maturidade sexual aos seis meses e a fêmea aos sete/oito meses.